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  • 03 junho 2017

    Amor Não Olha Idade - Capitulo 16

    Lembrando que ainda estamos no flash back.

    Pov | Bella

     Eu despertei com a sensação de que alguém me olhava, ao abrir os olhos me deparei com o Edward sentado nos pés da cama ele tinha os olhos fixos em mim, a expressão dele era fria, eu nunca tinha visto ele assim.

    Minha cabeça girava provavelmente por causa da bebida de ontem, eu já tinha ouvido falar dos sintomas da ressaca, mas passar por isso era cem vezes pior.
    Me sentei na cama para vê-lo melhor e tentar entender o que tinha acontecido para desperta aquele comportamento nele.

     —Bom dia.
     A resposta assim como ele veio fria.

     —Bom dia, seu vestido está no banheiro. Ele está limpo vista-se.
     Não conseguia me lembrar de ter feito algo que pudesse despertar aquela reação dele, eu tinha bebido ok, me declarado e beijado ele, mas ele não precisava me tratar assim, se ele não quisesse era só ele ter impedido.

     —Ok.

     —Se você puder se apressar eu tenho que ir para casa.
     Casa, só ali naquele momento que eu me lembrei que ele era casado, ele era pai da minha melhor amiga, ele com certeza deve ter se metido em problemas por passar a noite ali comigo.
    Como eu não queria provocar mais a ira dele, me levantei da cama e caminhei em direção ao banheiro. Meu vestido estava em um cabide pendurado, ele estava limpo só um pouco amarrotado. Tirei a roupa dele e coloquei meu vestido. Fiz um coque no meu cabelo. Fui até a pia e lavei meu rosto, retirando o excesso da maquiagem que estava borrada.

     [...]

     Ao sair do banheiro não encontrei ele pelo quarto, então fui até a porta saindo, a procura dele.
    Quando eu cheguei na sala, ele apareceu vindo de outra porta, ele tinha um copo de água em uma das mãos.

     —Que bom que já está pronta.
    Eu fiquei calada, ele estava praticamente me expulsando, ele não era assim, nunca foi.

     —Toma ele me estendeu o copo de água e um comprimido.
    Olhei tentando entender pra que o comprimido, vendo minha confusão ele esclareceu.

    —E para dor de cabeça. Imaginei que você estivesse por causa da bebida de ontem.
    A dor de cabeça era mínima, comparada a aquela situação, eu queria mesmo era saber o porquê dele está me tratando daquele jeito, eu não lembrava de ter feito algo para deixá-lo assim, tão frio.

     —O que foi Edward?
    Eu não aguentava mais, eu precisava saber o que ele tinha.
    Diante da minha pergunta ele levou uma das mãos ao cabelo, deixando fios mais bagunçados do que o normal.

     —Isso acabou, eu deixei que você confundisse as coisas eu não posso permitir que a isso continue.
     Olhei para ele sem entender o que ele queria dizer com aquilo.

    —Como assim?

    —Eu deixei isso longe demais e sinto muito por isso tudo eu não queria magoar você.

     —Você está terminando comigo?
    Perguntei, eu sentia um enorme nó, mas eu precisava saber, eu precisava que ele me disse com todas as palavras que ele simplesmente não me queria mais, se é que um dia ele quis.

     —Não temos nada para que agora eu tivesse que terminar com você, mas se for um jeito mais fácil de você entender a situação. Sim eu estou terminando com você, não vou mais ligar para você, não vou mais mandar mensagem, não vou mais buscar lá na escola.
     Nenhuma palavra naquele momento podia explicar o que estava sentindo.

     —Porque?
     Ele se suspirou antes de falar como se aquilo estivesse claro pra todo mundo menos pra mim.

    —Isabella eu não queria que você confundisse as coisas e ontem você me mostrou que está esperando de mim muito mais que eu posso dar a você.

     —Foi só por causa do beijo então?

    —Não Isabela, não foi por causa da porcaria do beijo, mas sim pelo que aquele beijo significou para você não era só um beijo.
     Sim ele estava certo aquilo tinha um significado bem maior.

    —Você tem razão não foi só um beijo, eu estou gostando de você. Mas eu não consigo entender por que você se aproximou de mim, eu não acho que você quisesse uma amiguinha. — Pensando eu não entendia, se ele se quer pensava em sentir algo por mim, por que ele manteve aquela relação que tínhamos.

    —Eu peço desculpas novamente, eu não fui claro com você.
     Mordi o lábio contendo o palavrão, ele estava me estressando com aquela conversa.

    —Então seja claro agora e me diga o porquê de você ter se aproximado de mim. –Pedi.
     Eu estava controlando a todo custo o choro.
     Ele suspirou, deixando os ombros cair cansado, parecia que ele estava carregando um peço maior do que ele suportava. Pelo menos naquele momento foi o que me pareceu.

    —Eu não sei te explicar. Ok, eu não sei o porquê de eu ter me aproximado de você só aconteceu e agora e meio tarde para desfazer o que está feito, então...

    Olhei para ele buscando qualquer sinal de fraqueza, qualquer coisa que pudesse me garanti que aquilo não passava de uma brincadeira de mal gosto, mas nada.

    —Vamos eu vou deixar você em casa.
    Olhei para ele sem acreditar que ele realmente achava que depois de me dizer tudo aquilo que eu realmente iria aceitar a carona dele.

     —Muito obrigada mais eu prefiro ir sozinha.
    Não fiquei ali aguardando a resposta dele, corri o mais rápido que eu consegui até a porta e sai daquele lugar, eu me sentia sufocando eu precisava de ar, eu precisava respirar, ao sair do apartamento sentia as lagrimas que eu estava segurando deslizarem pelo meu rosto...

    Eu só lembrei que estava sem minha bolsa quando já estava na frente da minha casa, eu ainda não tinha conseguido parar de chorar me sentia horrível, o motorista do taxi me olhou de cara feia quando eu disse que eu precisava entrar para pegar o dinheiro da corrida, mas simplesmente ignorei. Não me preocupei em disfarça o choro, toquei a campainha meu tio Jake abriu a porta, antes que ele pudesse dizer alguma coisa pedi a ele a quantia necessária para pagar o taxí, ele tirou o dinheiro da carteira e me entregou, ele me olhava assustado, mas esperou eu pagar o taxi antes de dizer qualquer coisa...

     [...]

     —Isabella abra essa porta agora isso é uma ordem. –O som da mão da minha mãe se socando contra a porta foi algo que eu ignorei. Eu não estava preparada para vê-la quando eu chegue em casa, para mim ela ainda estaria na droga do hospital, mas não ali estava ela pronta para me desestabilizar mais uma vez, me enchendo de cobranças. Vê-la ali parada na minha frente fazendo a pose de mãe preocupada despertou algo em mim que me fez ficar com muita raiva dela, algo que eu não soube controlar.

     Já devia ter um bom tempo que eu tinha chegado em casa, como eu tinha me trancado no quarto, eu já tinha tomado um banho para tentar controlar meu emocional que estava esgotado. Como se não bastasse minha mãe eu ainda tinha que lidar com minha nova perda. Parecia a minha primeira perda, eu já devia estar acostumada, afinal eu já tinha perdido meu pai e minha mãe, mas não a dor que eu sentia era algo dilacerante eu só queria chorar em paz e que ela parasse de me chamar do lado de fora. 

    Em um ataque de fúria peguei a bola de neve de vidro que enfeitava minha cabeceira e joguei contra a porta. Aquilo pelo menos a fez para de bater. O silencio me fazia bem.

     [...]

     Eu não fazia ideia de que horas eram, mas não me importei em descobrir eu só queria ficar em paz. 

    Fui até a porta destrancando-a, estava na hora de encarar as consequências das coisas que eu tinha feito, eu sabia que eu levaria uma bronca por ter fugido da festa, outra por ter passado a noite fora de casa, pelo meu surto ao chegar em casa, mas eu não ligava. Nenhum castigo me faria eu me importar.

     Fui até a janela a fechando constatando já ser noite o vento gelado que entrava por ali causava arrepio em minha pele desnuda.

    O reflexo do meu rosto no espelho era algo horrível, meu rosto estava bastante inchado tanto pela quantidade de horas que eu tinha dormido, como pelo choro.
     Eu tinha passado o dia todo no quarto, em algum momento entre as lagrimas eu tinha caído no sono. Eu não conseguia justificar e nem saber o motivo do meu choro, eu não sabia se eu chorava pela perda da minha mãe ou pela perda do Edward eu não conseguia dizer qual doía mais. Constatar que eu não era tão importante para minha mãe me dilacerava, mas eu já esperava algo assim dela a noite de ontem só serviu para confirma tudo que eu já esperava, mas o Edward eu não esperava nada daquilo que aconteceu. Eu não sei o que eu esperava dele, mas com toda certeza não era aquilo. Eu não entendia o porquê de ele ter se aproximado se ele não gostava de mim, era tão confuso eu só precisava entender se talvez eu entendesse, se tivesse realmente um motivo, talvez eu não me sentisse tão mau como eu meu sentia agora.

    Ao ouvir o barulho da porta me apressei em limpar as teimosas lagrimas que ainda escorriam dos meus olhos.

     —Fico feliz que tenha aberto a porta, já estava considerando arromba-la. –Eu não tinha paciência para o bom humor do meu tio, não agora, não naquele momento.

    —Bom eu trouxe uma comida para você imaginei que passar o dia inteiro dentro desse quarto fosse a deixar com fome.

     —Obrigada. –Aceitei a bandeja que ele me oferecia de boa vontade, eu realmente não estava com fome, mas não queria decepciona-lo ele tinha tido trabalho para fazer meu jantar, não era justo eu desperdiça-lo assim, então comecei a comer lentamente tentando encontrar o gosto da comida.

     —Bom que tal você me conta onde você passou a noite.

    —Na praia. –Menti, eu não podia contar a verdade a ele então.

     —Na praia? –Ele perguntou como se não acreditasse muito no que eu estava falando, mas fingi não reparar na desconfiança dele.

    —Sim na praia, foi legal ver o dia amanhecer na areia. – Eu disse, eu já tinha visto realmente o dia amanhecer, mas isso foi uma vez durante um acampamento, mas era algo extremamente perfeito que mesmo que já tivesse passado alguns anos eu conseguia me lembrar com detalhes.

    —Querida você precisa conversa com sua mãe. –Eu não queria falar com ela.

     —Não preciso não, já sei que estou dois meses de castigo, pronto.
    Eu sabia que era sempre assim, quando eu fazia algo de errado e ela descobria, o que era raro, eu ficava dois meses de castigo sem telefone, internet e sem sair de casa, não que eu saísse muito.

    —As coisas não funcionam assim. – Revirei os olhos e afastai a bandeja de perto de mim, eu já não estava com apetite, aquela conversa me fez perde qualquer vontade de comer.

     —Eu não quero conversa sobre isso, deixa que eu me resolvo com minha mãe. – Eu disse.

    —Ok. Eu estou indo embora daqui a pouco que tal se saíssemos para ver um filme, passear no shopping, fazer qualquer coisa. –Balancei a cabeça negando, eu não tinha nem humor muito menos pique para sair de casa.

     —Não obrigada.
    Saber que daqui a pouco ele também iria embora fez minha vontade de chorar se torna mais forte, mas consegui me controlar, não queria chorar na frente dele.

    —Eu vou sentir saudades de você, mas prometo que vou ligar para você todos os dias. – Eu sinceramente queria acreditar nas palavras dele, mas eu sabia que ele não era muito de cumprir o que prometia.

    —Ok. Agora posso ficar sozinha?

    —Não, já que você não quer sair, vamos ver um filme aqui mesmo. –Revireis os olhos eu só queria ficar sozinha.

     —Eu prefiro ficar sozinha.

    —Nada disso, vou lá prepara a pipoca. Levante e arrume essa cama, não sou obrigada a me deitar nessa bagunça.

    Observei ele sair do meu quarto sem vontade nenhuma de fazer o que ele mandou, mas sabia que eu não conseguia convencê-lo, então me levantei pronta para fazer o que ele mandou.

    [Cont...]

    Notas Finais/Avisos
    Bem espero que tenham gostado, estamos chegando nos últimos capítulos do flash back e estaremos voltando para a história no presente.
    E como eu não poderia deixar passar em branco, feliz dia das mães ♥, espero que esse dia de hoje e todos os outros que virão sejam repletos de felicidades a todas as mamães. Bem aqui o link do meu grupo no face, quem quiser participar fiquem a vontade. https://www.facebook.com/groups/MorganaSalvatoreFanfics/
    16/05
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