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  • 03 junho 2017

    Amor Não Olha Idade - Capitulo 18


    Pov | Edward

    Eu queria ter feito as coisas da forma certa, ter seguido o que eu sabia que era certo eu precisava me manter afastado dela, mas eu não conseguia, não enquanto a cada segundo que passava eu me flagrasse com meus pensamentos nela. Já fazia uma semana desde que eu tinha "rompido" com ela, e não terceiro dia eu já tinha cedido a minha vontade, e ali estava eu, assim como eu tinha feito nos últimos quatro dias, em frente ao portão da escola, em um carro diferente para que ela não percebesse que eu estava ali a observando de longe, lutando contra a minha vontade de ir até ela e implora que ela me perdoasse e esquecesse as palavras que eu tinha dito a ela e que tudo entre nós voltasse a ser como antes.

    Mas eu conseguia com muito esforço me controla, principalmente porque eu sabia que eu não iria conseguir voltar a ter o que tínhamos, se eu quisesse voltar a ela teria que ser algo mais serio e algo mais serio eu não podia oferecer a ela.

    Observei com os olhos em chamas um garoto espinhento se aproximar dela por trás, pegando-a de surpresa e cobrindo seus olhos em uma brincadeira, respirei fundo buscando controlar minha raiva e não ir lá e acabar com aquele garoto, fiquei ainda mais irritado do que eu já estava por perceber que ela sorria para ele de uma forma que nunca tinha sorrido para mim, leve. Observei por mais alguns minutos eles em uma conversa que tinha mais toque do que o necessário, toda vez que aquele menino colocava o cabelo dela para trás ou pegava na mão dela me provocava uma raiva absurda, mas com muito esforço eu me controlava, eu não podia fazer uma cena ali, não na frente de todo mundo.

    [...]

    Segui eles de longe, eu ainda não conseguia acreditar que ela tinha permitido que aquele moleque a acompanhasse até em casa, me irritava o fato dela está sempre com um sorriso para tudo que ele falava, será que ela era estúpida e não conseguia perceber que o que ele queria era se enfiar dentro da saia dela que afinal era muito curta.

    [...]

    Esperei pelo que me pareceu uma eternidade até que aquele menino virasse a esquina e desci do carro, eu estava sendo precipitado, mas não conseguia me conter, não depois de tudo o que eu tinha visto, faltou pouco para aquele menino beijá-la enquanto se despedia. Meu sangue fervia quando toquei a companhia, sabia que ela estava sozinha graças ao segurança que eu tinha colocado para cuidar dela eu sabia de todos os passos dela.

    —O que você está fazendo aqui?_ Com toda a certeza não era esse tipo de recepção que eu esperava, não depois dela ter praticamente se declarado a mim.

    —Quem faz as perguntas aqui sou eu?_ Eu disse fervendo de raiva.
    Empurrei ela para dentro da casa e fechei a porta.

    —Como você ousa?_Ela perguntou, surpresa com a minha reação, sinceramente até eu estava, eu não tinha o costume de perder o controle.

    —Quem é aquele garoto?

    —O Mike?
    Então aquele era o nome do Infeliz.

    —Você não tem o direito de se meter na minha vida, afinal o que você está fazendo aqui?
    Aquela pergunta me pegou desprevinido, no fim eu achei que ela ficaria feliz com a minha visita, ela não dizia que me gostava de mim, então...

    —Eu não consegui ficar longe de você_Respondi sendo sincero, não adiantaria nada mentir.

    —Eu não quero você aqui, pode ir embora por favor.
    Encarei ela buscando qualquer sinal de que ela só estivesse brincando, mas ela parecia tão seria, mas seria do que eu já tivesse visto. Ali falando comigo daquele jeito ela parecia ter amadurecido uma dezena de anos.

    —Isabella.
    Ela virou, me dando as costas e abrindo a porta e disse:

    —Vai embora por favor.

    —Por que você está agindo assim?_Perguntei sem me mover um passo sequer.

    —Eu só cansei, estou cansada das pessoas fazendo isso comigo, não quero mais ser iludida.
    Uma lagrima escorreu dos olhos dela, eu fiquei sem reação não sabia como agir diante de lagrimas, eu estava acostumado com mulheres que não chorava, pelo menos não na minha frente, elas simplesmente buscavam uma forma de se vingar, mas ali estava ela completamente sensível e vulnerável diante de mim, me mostrando que ela era muito diferente, me fazendo repensar se não era melhor ter resistido.

    —Eu não iludi você.

    —Como não?_Ela parecia incrédula com a minha afirmação._Você se aproximou de mim, me fazendo pensar que você gostava de mim e depois você vai embora como se nada tivesse acontecido, você é igual a todos os outros.

    —Olha eu me precipite colocando um ponto final no que tínhamos, mas você precisa entender você tem idade para ser minha neta.

    —Eu não preciso nada, eu só quero que você vai embora, você não vai me iludir de novo.
    Eu não conseguia entender o que tinha levado a ela ter aquela atitude radical, custava ela pelo menos me ouvi.

    —Isabella.

    —É Bella droga, quer saber se você não vai sair saio eu.
    Eu fiquei sem reação ao vê-lá sair porta afora como um furacão sem controle, fui atrás dela conseguindo segurar o braço dela antes que ela saísse da propriedade onde ela morava.

    —Você que me escutar por favor. Pedi, ainda segurando o braço dela usando um pouco de força já —Eu não tenho nada para ouvir de você, afinal você já disse tudo o que tinha que dizer então por favor vá embora.

    —Me dê uma chance escute o que eu tenho que dizer é se depois você achar que não quer mais nada eu vou embora e prometo não aparece mas na sua frente, mas você tem que prometer me ouvir até o fim.

    Eu sabia que não tinha o direito de pedir qualquer coisa a ela, mas eu não conseguia deixar ela partir assim, aquele seria o momento decisivo para nós dois.
    Notas Finais/Avisos
    16/05
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